segunda-feira, 14 de junho de 2010

Sigo assim...



Sem chão, apenas voando por ai, conhecendo o mundo, e os seus encantos... Pousando de flor em flor... nas belas flores, com todas as cores, perfumes e formatos, umas com espinho parada rápida, outras tão macias me chama para um repouso.
Nos parques escutando as conversas das pessoas, umas lamentando, reclamando, outras alegres e festejando. Cachorros e gatos a me perseguir, brincadeira de pega pega como crianças faceiras em seus mundos fantásticos.
Na delicadeza das minhas asas sinto o vento, que me impulsionando ao alto, lá de cima tudo é tão pequenino, parece de brinquedo.
E sigo assim, voando pelo mundo, sem rumo, sem destino certo, de asas abertas para o desconhecido, mas com a certeza de que tudo posso, de que a cada dia um mundo novo me espera, a cada surpresa uma alegria diferente que a vida me apresenta.
Intensamente continuo sem parar na primeira dificuldade, porque o futuro é fascinante mesmo quando temos uma vida curta, mesmo quando somos apenas uma borboleta, pequena e frágil borboleta.


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